A tristeza podia ser assim: um balde d´água. E se alguns dias e algumas noites fossem gastas esvaziando o balde, ainda que com um conta-gotas, então a tristeza também se teria esvaído. E então o balde ficaria sem função, esquecido embaixo do tanque. Acumularia poeira, abrigaria teias de aranha, estaria quase invisível ao resto de tudo. Até que um dia alguém o resgatasse pra fazer a faxina na casa. Aí não seria mais tristeza.
3 comentários:
Um balde, nessa condições? Nem parece que você dá faxina. Rá!
Bom, pegando carona na metáfora, faz um furo no balde. Devem chamar isso de alegria ou coisa assim.
Ou, como disse o rapaz bêbado que veio me ajuda aqui em casa quando um caminhão arrebentou a porta da mionha garagem: "dos males, o menor".
:)
A tristeza devia ser a água e nós deveríamos carregá-la na peneira, como o menino do Manoel da Barros...
Beijinho carinhoso, linda!
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