terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Balde

A tristeza podia ser assim: um balde d´água. E se alguns dias e algumas noites fossem gastas esvaziando o balde, ainda que com um conta-gotas, então a tristeza também se teria esvaído. E então o balde ficaria sem função, esquecido embaixo do tanque. Acumularia poeira, abrigaria teias de aranha, estaria quase invisível ao resto de tudo. Até que um dia alguém o resgatasse pra fazer a faxina na casa. Aí não seria mais tristeza.

3 comentários:

Vitor disse...

Um balde, nessa condições? Nem parece que você dá faxina. Rá!
Bom, pegando carona na metáfora, faz um furo no balde. Devem chamar isso de alegria ou coisa assim.
Ou, como disse o rapaz bêbado que veio me ajuda aqui em casa quando um caminhão arrebentou a porta da mionha garagem: "dos males, o menor".

Lu disse...

:)

IsaBele disse...

A tristeza devia ser a água e nós deveríamos carregá-la na peneira, como o menino do Manoel da Barros...

Beijinho carinhoso, linda!